Cultura e Artes

Começa hoje a 10ª edição do Cinefantasy com longa paraibano em competição

A 10ª edição do CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico! tem início hoje, dia 7, e vai a 20 de setembro. O evento reúne os melhores longas e curtas-metragens de fantasia, horror, ficção científica e realismo fantástico. Nas diversas mostras competitivas, o CINEFANTASY traz 140 títulos vindos de 30 países, entre eles 35 obras brasileiras. Na mostra competitiva de longas-metragens, três filmes brasileiros, entre eles o paraibano O seu amor de volta (mesmo que ele não queira), com direção de Bertrand Lira, produzido pelo Edital Walfredo Rodriguez de fomento ao audiovisual.

O Festival estará disponível para os assinantes do https://www.belasartesalacarte.com.br/ e para novos assinantes no valor de R$ 9,90 que dá acesso a todo o catálogo da plataforma, com filmes, cults, clássicos e lançamentos da cinematografia mundial.

O longa paraibano vem colecionado prêmios no Brasil e no exterior: No 13º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro recebeu o Prêmio da Crítica, no 26º Festival de Cinema de Vitória-ES foi agraciado com a Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Atriz (Marcélia Cartaxo) e Prêmio Especial do júri de Interpretação para o ator Williams Muniz. No 14º Festival Audiovisual Comunicurtas, levou Prêmio Melhor Direção de Longa-metragem e no 6º Fecime – Festival Cinematográfico de Mérida, México, foi o vencedor com o Prêmio Melhor Documentário de longa-metragem.

Críticas sobre o documentário Seu amor de volta (mesmo que ele não queira), de Bertrand Lira, 2019:

O seu amor de volta (mesmo que ele não queira) cutuca os nossos demônios íntimos com afeto, mas sem jamais perder a ironia.
(Jean-Claude Bernadet, crítico e ensaísta)

“O filme de tão forte parece documental, e o documental de tão pouco realista parece filme”.
(Walter Carvalho, cineasta e fotógrafo)

“O filme de Bertrand é puro encantamento. Os mistérios, os caminhos, as esquinas, as encruzilhadas do amor e seus desígnios lindamente apresentados. Não há como não se ver ali.”
(Chico Diaz, ator)

Notas do diretor:

1. Meu filme é indexado como um documentário porque ele trabalha personagens reais contando suas histórias de desilusões amorosas. A pesquisa envolveu mais personagens, inclusive cinco prostitutas que na edição definitiva ficaram de fora. De certa forma, foi uma coincidência que no corte final ficaram quatro personagens que trabalham com cinema e teatro: um ator e maquiador, uma professora e atriz travesti, e duas atrizes de renome nacional, Zezita Matos e Marcélia Cartaxo. Claro que tem momentos do filme que a fronteira entre ficção e não-ficção está nebulosa, mas o que tem de ficção é a carga de subjetividade e imaginário desses atores sociais que o documentário representa em cenas criadas para ilustrar sentimentos, emoções etc.

2. Para a pesquisa ainda muito embrionária de Seu amor de volta, eu procurei uma cartomante para conhecer o universo retratado, mas ela não aceitou participar do filme. Os personagens que aceitaram participar (dois pais de santo e uma cartomante) eu os encontrei apenas duas vezes, a primeira para explicar o projeto e a segunda já nas gravações.

3. A realização deste filme foi fruto de duas idéias: uma a partir do filme de Woody Allen Você vai conhecer o homem dos seus sonhos (2010) que me levou a pensar um documentário sobre cartomantes, videntes etc. E a outra foi do personagem Williams Muniz, ator, maquiador e figurinista de teatro e de cinema que nas horas vagas escreve crônicas sobre Laura de Jezebel, seu alter-ego. Williams é o fio condutor desta narrativa.

4. A atriz Marcélia Cartaxo já estava no projeto desde a sua origem, pois conheço Marcélia desde a infância vivida na rua onde nascemos, a Higino Rolim em Cajazeiras, interior da Paraíba, e tenho acompanhado sua trajetória pessoal e profissional. A atriz Zezita Matos foi incorporada ao projeto por acaso. A presença de duas atrizes forçosamente leva as pessoas a imaginar que tudo é ficção.

5. Como professor e pesquisador investigamos o cinema documental durante quatro anos no grupo de pesquisa que coordeno na UFPB, o Gecine – Grupo de Pesquisa em Cinema e audiovisual. Isso me levou a conhecer a trajetória do gênero desde a sua origem. Claro, a responsabilidade só aumenta. As pessoas acham que os acadêmicos são apenas teóricos. Eu faço documentário desde 1981, a partir dos estágios de cinema dos ateliês Varan da França, criados pelo renomado etnógrafo e cineasta Jean-Rouch em diversos países do mundo. Tive a chance de me especializar duas vezes na Association Varan de Paris.

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