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Azevêdo esclarece que médicos já usam cloroquina na Paraíba e diz que tendência é Estado chegar a mil casos diários de Covid-19

O governador João Azevêdo (Cidadania) desmitificou o uso da cloroquina no protocolo de combate à Covid-19 na Paraíba. Ele esclareceu, nesta segunda-feira (18), que profissionais de saúde já usam o medicamento em alguns casos e tem autonomia para receitar o remédio dentro das unidades hospitalares.

Azevêdo pontuou a falta de estudos que comprovam a eficácia da cloroquina para tratar a doença causada pelo novo Coronavírus, o que impediria o uso amplo e em qualquer caso da Covid-19. “Na Paraíba existe um protocolo que foi elaborado por todos os técnicos da Secretária de Saúde e que já inclui cloroquina em alguns casos. Esse caso também depende muito da autorização das pacientes, ele também por falta dos estudos conclusivos a garantia da eficácia, entretanto há aplicação em alguns casos”, disse à CNN Brasil.

Após a demissão do ministro Nelson Teich, o general Braga Netto, ministro da Casa Civil, incluiu a distribuição da cloroquina como iniciativa do governo contra a pandemia. O remédio é usado pelo Governo Federal como bandeira de enfrentamento contra governadores e prefeitos e um novo protocolo para uso amplo deve ser lançado.

O governador paraibano declarou que tal protocolo passará pelo crivo do comitê científico do Consórcio Nordeste, coordenado pelo professor Miguel Nicolelis. “Aqui no Consórcio Nordeste, temos um comitê científico coordenado pelo professor Miguel Nicolelis que tem dado suporte e subsidia a tomada de decisão pelos governadores, temos que fazer a análise. Se confirmada a eficácia, os médicos farão a sua avaliação. A minha formação como engenheiro recomenda cautela, mas os argumentos da pesquisa, os médicos têm a palavra. Espero que o protocolo que saia dos estados dê essa garantia”, declarou

Auxílio emergencial

O Governo Federal planejou o pagamento do auxílio emergencial por 3 meses. João Azevêdo revelou esperar que o tempo seja suficiente para que haja a queda da curva epidemiológica, mas apontou que a tendência atual é que o Estado chegue a ter mil casos por dia em breve.

“Isso vai ser em função do perfil epidemiológico, do que vai acontecer com o país e cada estado. Estamos subindo uma ladeira de contaminação. A Paraíba levou 42 dias para ter mil casos, depois com 8 dias mais mil; com 5 dias mais mil; e com 3 dias mais 1 mil. A tendência é mil casos por dia, se continuar crescendo e que não haja o ponto de decréscimo, não temos ideia de quando vai acontecer, existem estudos que aponta para o início de junho, mas esperamos que essa medida de 3 meses seja suficiente”, pontuou.

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